Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
Agricultura

Colheita da safra de grãos de verão se aproxima do final no RS

Enquanto avança a colheita, seguem ocorrendo as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural

Publicada em 15/05/20 às 19:35h - 74 visualizações

por TIRSUL


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A colheita da soja se encaminha para o final da safra no Rio Grande do Sul e chega a 97% da área plantada, que totaliza 5.964.516 hectares. Enquanto avança a colheita, seguem ocorrendo as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. Até esta quarta-feira (13/05) foram realizadas 9.808 vistorias de Proagro em lavouras de soja por técnicos da Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural, elaborado e divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 17.099 vistorias. Os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Maria, a colheita da soja está tecnicamente finalizada. Na de Ijuí, durante a semana foram colhidas as áreas de segundo cultivo, que têm baixa expressão na região e tiveram baixa produtividade, devido ao prolongamento da estiagem, ficando na média de 2.070 quilos de soja por hectare. Em geral, a safra foi marcada por perdas na produtividade que diferiram entre os municípios produtores, conforme a distribuição das chuvas ao longo do período de cultivo. Já na regional de Santa Rosa, 97% das áreas estão colhidas. A colheita avançou pouco nas lavouras da soja safrinha em função das chuvas ocorridas no período, que impediram a entrada de máquinas. O rendimento das áreas colhidas é de 1.930 quilos por hectare, evidenciando perda de 41% em relação à inicial.

Nas lavouras de milho, o retorno das precipitações amenizou de forma parcial os impactos da estiagem na cultura. A fase predominante é a da colheita, que alcança 89% das áreas. Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, 89% das lavouras de milho foram colhidas e a produtividade média é de 7.080 quilos por hectare, com 11% de perda em relação à expectativa inicial. Na de Frederico Westphalen, a colheita chega a 98% das lavouras, com grãos apresentando boa qualidade e rendimento médio de 6.840 quilos por hectare, 21% menor que o esperado inicialmente.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 34% da área de feijão segunda safra cultivada já foi colhida. Das lavouras, 4% estão na fase de floração, 26% em enchimento de grãos e 36% em maturação. A semana transcorreu sem precipitações na região, mantendo o percentual de perdas de 38,5% em relação ao rendimento inicial de 1.800 quilos por hectare. Na de Ijuí, 40% das áreas cultivadas já foram colhidas; as lavouras vêm evoluindo rapidamente para o final do ciclo, e os cultivos irrigados estão em estádio de maturação. Nestas áreas, a produtividade e a qualidade do grão são avaliadas como boas. Nas áreas de sequeiro com baixo potencial e nas de maiores impactos da estiagem, a colheita é manual e o produto destinado para o autoconsumo e/ou venda dos excedentes.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Ainda em consequência da estiagem, os campos nativos gaúchos apresentam-se no geral com baixa produção de massa verde, excessivamente fibrosos e oferecem condições alimentares e nutricionais inferiores ao de costume para os meados de outono. Assim, na maior parte das regiões do Estado, a deficiente oferta de pastagens decorrente da estiagem continua causando queda da condição corporal dos bovinos de corte. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a estimativa de perda de peso do gado chegou a 35%.

Também na produção dos rebanhos leiteiros, a baixa disponibilidade de forragem verde, resultante da estiagem, continua impactando negativamente na condição corporal nas diversas regiões do Estado. Para amenizar a situação, os criadores vêm utilizando grandes quantidades de suplementação alimentar na forma de volumosos conservados e concentrados proteicos. Isto acarreta elevação dos custos, sem resolver completamente o problema de queda anormal na produção. A deficiência hídrica, com diminuição da quantidade e qualidade da água, tem gerado problemas na qualidade do leite em vários estabelecimentos, o que reflete em menor remuneração para o produto.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Emater-RS/Ascar



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