Política

Ministros acreditam que privatização da Eletrobras ocorra antes das eleições

Publicada em 27/03/18 às 14:43h - 53 visualizações

por TIRSUL


Compartilhe
   

Link da Notícia:

   O governo espera que o projeto de lei que trata da privatização da Eletrobras seja aprovado pelo Congresso Nacional ainda este ano, de acordo com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira. Segundo Oliveira, é possível que a aprovação ocorra antes das eleições, em outubro.

 

   "Dá tempo. O relator está empenhado em apresentar o relatório rapidamente e fazer um esforço na comissão para acelerar o cronograma e votar isso o quanto antes", disse Oliveira a jornalistas após participar da abertura do seminário

    Privatização da Eletrobras - Repercussões Setoriais para a Modicidade Tarifária e Modelagem Societária, no Tribunal de Contas da União (TCU).

 

    Anunciada em agosto do ano passado, a privatização da Eletrobras deve ocorrer por meio de operação de aumento de capital, até que a participação do governo se torne minoritária. O projeto de lei (PL 9463/2018) que trata da privatização foi encaminhado pelo governo ao       Congresso Nacional no final de janeiro. O governo espera arrecadar com a operação R$ 12,2 bilhões. Apesar de acreditar na votação, o governo não incluiu essa arrecadação no Orçamento deste ano.

 

    Em fevereiro, determinou o bloqueio de R$ 16,2 bilhões do orçamento do Poder Executivo para cumprir o teto federal de gastos e compensar uma possível não votação da privatização da Eletrobras. O projeto tramita atualmente na Câmara dos Deputados. O relator da comissão especial que analisa o projeto, deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), também participou do evento e cobrou uma maior atuação do governo.

 

   "O governo precisa desenvolver mais energia, porque o projeto é bom e é preciso convencer deputados. Estou convencido que temos um bom projeto na mão e que o Congresso precisa ser convencido". Meirelles disse à jornalistas que vai trabalhar nesse convencimento. "Vamos trabalhar. As lideranças no Congresso e também o governo estão empenhados nisso, vamos trabalhar duro porque é muito importantes para o Brasil".

 

    Pela proposta, nenhum acionista poderá ter mais de 10% de poder do voto. O objetivo, segundo o Planalto, é evitar que outra companhia tome o controle da estatal. O projeto também prevê que a União terá ações especiais na Eletrobras após a privatização, chamadas de golden share, que dão a seu detentor direitos como garantia de indicação de um membro do Conselho de Administração. "A ideia toda é permitir que se possa tirar a vantagem de fato do grande potencial que tem o país na geração de energia", defende Meirelles.

 

    "Vamos criar base para ter uma grande super empresa nacional de energia de classe mundial. A Eletrobras vai passar a investir em outros países, coisa que não pode fazer hoje porque não tem capital", explicou o ministro Oliveira. Críticos do projeto defendem que a proposta de privatização acarretará na entrega das usinas hidrelétricas a empresas privadas e na insuficiência de fornecimento de energia às regiões que ainda não foram interligadas ao sistema nacional.

Fonte: JORNAL CORREIO DO POVO



Deixe seu comentário!

ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.







Nosso Whatsapp

 (55)9 9691 2033

Visitas: 289379
Usuários Online: 76
Copyright (c) 2018 - TIRSUL - Estamos felizes por você estar aqui, compartilhe conosco suas idéias e comentários.