Agricultura

Milho: Focado na safra dos EUA, mercado recua pela quinta semana consecutiva na Bolsa de Chicago

Publicada em 01/07/18 às 18:43h - 35 visualizações

por TIRSUL


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Pela quinta semana seguida, as cotações futuras do milho recuaram na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity acumularam desvalorizações de mais entre 1,61% e 1,96%, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes.

Embora nesta sexta-feira (29) as cotações tenham encerrado o pregão em campo positivo. Os vencimentos do cereal ampliaram os ganhos e fecharam o dia com altas de mais de 5 pontos. O vencimento julho/18 fechou a sessão a US$ 3,50 por bushel e o setembro/18 a US$ 3,59 por bushel.

De acordo com informações da agência Reuters, os preços do cereal foram impulsionados por preocupações com o clima nos EUA. "Neste final de semana, uma onde de calor está programada para atingir partes do Meio-Oeste, levantando preocupações sobre o potencial de temperaturas para prejudicar as plantas de milho", reportou a agência.

Já os boletins reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta sexta-feira "trouxeram poucas surpresas", ainda conforme informações da Reuters. Hoje, o órgão divulgou sua projeção para a área plantada no país e os números dos estoques trimestrais em 1º de junho.

A área cultivada com o milho ficou em 36,06 milhões de hectares, contra os 36,49 milhões de hectares da safra passada. O número ficou próximo do esperado pelos investidores, entre 35,41 a 36,02 milhões de hectares.

Por outro lado, os estoques trimestrais do grão ficaram em 134,88 milhões de toneladas. O volume indicado ficou acima da média da projetada de 133,69 milhões de toneladas. Os números giravam entre 127,11 a 138,44 milhões de toneladas. A quantidade também é 1% maior em comparação com o mesmo período do ano anterior.

De modo geral, as atenções dos participantes do mercado permanecem voltadas ao bom desenvolvimento da safra americana até o momento. Até o ínicio dessa semana, cerca de 77% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições, segundo o USDA.

Além disso, as crescentes tensões comerciais entre as duas maiores potências comerciais, Estados Unidos e China, permanecem no radar. Depois das recentes tarifações de ambos os países, a preocupação é que o cenário afete as exportações norte-americanas.

Mercado brasileiro

As cotações do milho praticadas no mercado doméstico também recuaram ao longo dessa semana. Ainda de acordo com levantamento do Notícias Agrícolas, em São Gabriel do Oeste (MS), a queda foi de 7,41%, com a saca do cereal a R$ 25,00.

Em Campo Grande (MS), a perda foi de 7,14%, com a saca a R$ 26,00. Na região de Ponta Grossa (PR), o preço cedeu 7,89%, com a saca do milho a R$ 35,00. Em Campo Novo do Parecis (MT), a desvalorização ficou em 4,35% e a saca a R$ 22,00.

Na localidade de Campinas (SP), a queda foi de 2,53%, com a saca do milho a R$ 38,60. Já no Porto de Paranaguá, a saca recuou 2,56% e fechou o dia a R$ 38,00.

O avanço da colheita no país e o aumento da disponibilidade interna tem pressionado para baixo as cotações. Além disso, as negociações e entregas no mercado de grãos estão devagar, em função dos impasses a respeito do tabelamento do frete rodoviário", reportou a Scot Consultoria.

Segundo levantamento da AgRural, até o último dia 28 de junho, cerca de 9,5% da área plantada com o cereal havia sido colhida no centro-sul. No mesmo período do ano anterior, cerca de 16,2% da área já havia sido colhida.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,8773 na venda, com alta de 0,56%. Na semana, o ganho foi de 2,49%. "O dólar terminou a sexta-feira em alta e se reaproximando dos 3,90 reais, nível que ultrapassou no começo do mês e obrigou o Banco Central a promover intervenções mais intensas para tentar conter a volatilidade e prover liquidez ao mercado cambial", destacou a Reuters.




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