Agricultura

Com China e clima favorável no Meio-Oeste, mercado recua pela 4ª semana seguida em Chicago

Publicada em 23/06/18 às 18:38h - 23 visualizações

por TIRSUL


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As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram mais uma semana de quedas. As principais posições da commodity acumularam desvalorizações de mais de 1% essa semana, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes.

Já nesta sexta-feira (22), os preços do cereal trabalharam dos dois lados da tabela e finalizaram o pregão próximos da estabilidade. O julho/18 subiu 0,25 pontos e encerrou o dia a US$ 3,57 por bushel. O dezembro/18 era cotado a US$ 3,78 por bushel e o março/19 terminou a sessão a US$ 3,87 por bushel.

De acordo com dados da Reuters internacional, o mercado recuou pela quarta semana consecutiva diante dos riscos comerciais e do bom tempo no Meio-Oeste americano. "As cotações de soja e milho caíram pela quarta semana seguida devido à preocupações com a crescente disputa comercial entre Estados Unidos e China", reportou a agência.

No início da semana, o presidente americano, Donald Trump, anunciou novas tarifas de importação aos produtos chineses. Em retaliação ao país, a China também divulgou suas tarifas aos produtos americanos.

"Os temores do comércio têm abalado os mercados agrícolas nas últimas duas semanas, em meio a preocupações de que a China, que também é a maior importadora de carne suína e algodão dos EUA, desacelerasse ou suspendesse as compras desses e de outros produtos agrícolas norte-americanos",destacou a Reuters.

Paralelamente, as lavouras de milho nos EUA se beneficiam de condições de crescimento favoráveis até o momento, aumentando a pressão sobre os preços. Embora o mês de julho seja determinante para a definição do potencial produtivo das plantações do cereal.

Até o início da semana, cerca de 78% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os números serão atualizados na próxima segunda-feira (25).

Ainda hoje, o USDA reportou duas vendas de milho, em um total de 248,3 mil toneladas.  A primeira, de 131,3 mil toneladas para o México. Cerca de 30 mil toneladas deverão ser entregues na temporada 2017/18 e o restante, de 101,3 mil toneladas, no ciclo 2018/19.Já a segunda, de 117 mil toneladas, foi para o Panamá. O volume deverá ser entregue ao país no ano comercial 2018/19.

Mercado interno

A sexta-feira foi de ligeiras movimentações aos preços do milho no mercado doméstico. Em São Gabriel do Oeste (MS), a saca subiu 8,00% e terminou o dia a R$ 27,00. Já em Tangará da Serra (MT), a queda foi de 4,00%, com a saca do cereal a R$ 24,00.

Em Mato Grosso, a praça de Campo Novo do Parecis, o preço recuou 2,13% e terminou a sexta-feira a R$ 23,00. No Oeste da Bahia, a saca de milho caiu 0,76%, com a saca a R$ 32,50. No Porto de Paranaguá, o preço futuro, permaneceu estável em R$ 39,00 para entrega em agosto/18.

Segundo informações reportadas pela Scot Consultoria, "o avanço da colheita da segunda safra e a maior disponibilidade interna tiraram a sustentação dos preços do grão". Além disso, o impasse sobre o tabelamento do frete ainda continua no radar dos participantes do mercado.

"Em curto e médio prazos, a expectativa é de preços frouxos, conforme avança a colheita no país. Entretanto, estes impasses com relação ao tabelamento do frete merecem atenção, já que podem dificultar os negócios com o grão", reportou a consultoria.

Dólar

A moeda norte-americana fechou a sexta-feira a R$ 3,7831 na venda, com alta de 0,53%. "O dólar encerrou esta sexta-feira em alta, prevalecendo a cautela de investidores com a cena política local, mesmo após atuação do Banco Central", reportou a Reuters.








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