Agricultura

Soja recua mais de 5% na semana na CBOT com clima nos EUA e tensões comerciais com a China

Publicada em 08/06/18 as 21:08h - 14 visualizações

por TIRSUL


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Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja acumularam desvalorizações expressivas na semana. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as cotações da oleaginosa recuaram entre 4,63% e 5,09% e perderam o importante patamar de US$ 10,00 por bushel.

Somente nesta sexta-feira (8), os vencimentos da commodity consolidaram a 5ª perda consecutiva e apresentaram quedas entre 4,75 e 5,00 pontos. O julho/18 era cotado a US$ 9,69 por bushel, enquanto o agosto/18 trabalhava a US$ 9,74 por bushel. O novembro finalizou o dia a US$ 9,89 por bushel.

"As cotações da soja registraram o maior declínio semanal em 10 meses, já que o clima favorável à safra norte-americana pesou sobre os preços", reportou a Reuters internacional.

Para os próximos dias, as previsões climáticas ainda indicam chuvas em muitas regiões do Meio-Oeste americano. No caso da soja, cerca de 75% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições até o início dessa semana, conforme reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Enquanto isso, os comerciantes de grãos continuam cautelosos em meio às crescentes tensões comerciais entre Estados Unidos e importantes compradores como China e também México. "Temos boas condições e uma previsão climática não ameaçadora, então tiramos muito do prêmio de clima. Isso foi agravado pela incerteza sobre o comércio", informou Ted Seifried, analista da Zaner Ag Hedge.

"Desde que continuamos a avançar com nossas tarifas, a China tem sido notavelmente ausente do mercado, especialmente em novas compras de soja", completa o especialista.

Ainda nesta quinta-feira, o USDA reportou as vendas semanais de soja da safra velha, na semana encerrada no dia 31 de maio, em 164,8 mil toneladas. Já da safra nova, o número ficou em 34,7 mil toneladas.

"A China, que costumava ser o maior comprador semanal, só foi mencionada uma vez no relatório, por cancelar um carregamento de 39,1 mil toneladas. As relações comerciais entre EUA e a nação asiática têm sido difíceis nos últimos meses, uma vez que os países ameaçaram tarifas sobre os produtos do outro", destacou o Agriculture.com.

Paralelamente, os participantes do mercado já se preparam para o próximo boletim de oferta e demanda do USDA, que será reportado na terça-feira (12). Os investidores seguem atentos aos estoques da safra velha e as projeções para a nova safra americana.

Mercado brasileiro

No mercado interno, a semana foi de ligeiras movimentações aos preços da soja. No Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega em março/19, a queda ficou em 5,68%, e fechou o dia a R$ 83,00. Já no Porto de Rio Grande, o valor disponível caiu 2,20% nesta sexta-feira, com a saca a R$ 84,60. A saca futura caiu 2,30% e fechou o dia a R$ 85,00.

Em Assis (SP), a queda ficou em 1,86%, com a saca a R$ 73,70. Na região de Ubiratã (PR), a perda foi de 1,99%, com a saca a R$ 74,00, já em Pato Branco (PR), a saca cedeu 1,96% e encerrou a sexta-feira a R$ 75,00.

Na contramão desse cenário, a saca subiu 1,32% e finalizou a sexta-feira a R$ 73,50 em Panambi (RS). Em Rio do Sul (SC), a alta foi de 1,29% com a saca a R$ 78,50.

Os analistas explicam que a semana foi marcada por poucos negócios no mercado brasileiro diante das incertezas ocasionadas pelo tabelamento do frete. O governo brasileiro publicou uma nova tabela nesta quinta-feira, com uma redução de 20% nos custos, porém, a medida foi revogada horas depois.

Com isso, a tabela reportada no dia 30 de maio voltou a ter validade. Nesta sexta-feira, representantes dos caminhoneiros e da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) se reuniram para debater o assunto. A expectativa é que uma nova tabela seja divulgada na próxima semana.

Dólar

Após atuação do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar caiu 5,59% nesta sexta-feira e fechou o pregão a R$ 3,7065 na venda. A queda é a maior desde 13 de outubro de 2008, quando o câmbio recuou 7,74%.

"A atuação mais firme do Banco Central no mercado de câmbio e o lembrete do presidente da autoridade, Ilan Goldfajn, de que há outros instrumentos que pode usar para ampliar a liquidez surtiu efeito e o dólar despencou mais de 5,5 por cento nesta sexta-feira, voltando ao patamar de 3,70 reais, maior tombo em quase dez anos", informou a Reuters.




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