Agricultura

Plano Safra deve trazer juros balizados pelo IPCA

Publicada em 05/06/18 as 18:28h - 24 visualizações

por TIRSUL


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Um dos pontos mais esperados para a divulgação do novo Plano Safra, que acontece nesta quarta-feira (6), em Brasília é a situação dos juros. A expectativa do economista da Faep (Federação de Agricultura do Estado do Paraná), Pedro Loyola, e de demais lideranças é de que as taxas serão reduzidas em 1% em relação ao plano anterior ou mantidas, com o mecanismo da pós-fixação. 

A taxa de juros destinada ao custeio, hoje, por exemplo, poderia passar de 8,5% para 7,5% na nova temporada. 

Uma notícia do Valor Econômico dá conta ainda de que o IPCA irá balizar parte dos juros do crédito rural nesse plano 2019/20. Essa é uma medida que vinha sendo fortemente defendida pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn e, ao ser efetivada, começa a valer em 1º de julho. Embora não dependa da aprovação do Congresso, a medida passar pelo crivo co Conselho Monetário Nacional (CMN). 

"A equipe econômica do governo ganhou a queda de braço que travava com o Ministério da Agricultura desde o ano passado e no próximo Plano Safra (2018/19) vai atrelar os juros de uma parte das operações de crédito para o custeio agropecuário ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fase de testes, essa terceira modalidade de financiamento envolvendo crédito rural terá a taxa de juros corrigida pelo IPCA vigente no mês da contratação mais um percentual ainda a ser definido", diz a notícia. 

A notícia traz a informação ainda de que esse novo formato de financiamento deverá ser opcional, no momento da contratação do crédito. Ademais, o produtor conta ainda os modelos já conhecidos do que estabelece juros controlados e subsidiados e aquele que prevê juros livres. 

Em entrevista ao Valor Econômico, o ex-diretor da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) Ademiro Vian, esse é um mecanismo que se mostra atrativo para os produtores somente se a inflação estiver com uma tendência de baixa, uma vez que o produtor busca modelos de menor risco. A mudança na taxa variável poderia torná-la, afinal, mais alta do que a fixa, ampliando seus custos ao longo da safra. 

Essa taxa variável poderia alcançar cerca de 5% do total dos recursos que serão destinados ao custeio no plano a ser divulgado nesta quarta. 

Ainda como explica o economista da Faep, o momento é de uma rígida restrição orçamentária, o que mostra até mesmo a pré-divulgação do plano mais tímida do que em anos anteriores. "É um momento muito delicado que mostra um contexto geral da política que explica isso, um momento muito conturbado que acaba afetando a arrecadação", diz. "O governo está pressionado por todos os setores da economia e com um déficit muito grande. A expectativa não é das melhores", completa. 

O volume de recursos a ser disponibilizado - ou ao menos anunciado - não deverá vir, portanto, muito acima dos R$ 190,25 bilhões do ano passado. "Se espera sempre o volume do ano anterior mais a inflação. Não deve haver muita alteração", explica Loyola. 

Ainda sobre os juros, o economista espera que sejam mantidas taxas diferenciadas para algumas linhas de financiamento, como o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) e o Inovagro. O pleito dessas taxas menores se estende agora para o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono). Com a prorrogação do CAR (Cadastro Ambiental Rural) logo o produtor terá de cumprir, afinal, com o programa de regularização ambiental. 

Outro ponto polêmico, ainda segundo o economista, é o volume de dinheiro destinado ao seguro rural. O montante de recurso também deve apresentar pouca mudança em relação aos demais anos, embora cresça a importância segurada. Dos R$ 550 milhões anunciados no ano passado, apenas R$ 380 milhões foram efetivamente disponibilizados. 




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