Agricultura

As projeções apontam perdas de R$ 1,6 bi na economia gaúcha

Os segmentos de bebidas, laticínios e alimentos são os mais prejudicados, mas também há impactos nas áreas químicas, veículos e máquinas

Publicada em 30/05/18 às 07:48h - 24 visualizações

por TIRSUL


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A paralisação dos transportadores rodoviários impõe perdas bilionárias à economia gaúcha. Levantamento da Federação das Indústria do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) indica que o prejuízo das fábricas chega, até agora, a R$ 1,6 bilhão.

Os segmentos de bebidas, laticínios e alimentos são os mais prejudicados, mas também há impactos nas áreas químicas, veículos e máquinas.

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) também projeta reflexos negativos de R$ 1,6 bilhão, mas para toda a atividade e no período de uma semana. O cálculo da entidade leva em consideração um PIB do Estado na ordem de R$ 420 bilhões, ou seja, R$ 1,151 bilhão diários.

Deste total, cerca de R$ 20%, ou R$ 230 milhões, seria o montante que deixou de circular por dia de bens de ciclo curto - rapidamente consumidos após serem produzidos, como alimentos e combustíveis.

Perdas no ICMS
Com a paralisação atingindo agronegócio, indústria, comércio e serviços, a arrecadação de ICMS do Rio Grande do Sul também será afetada, admite o subsecretário da receita estadual, Mário Luis Wunderlich, que, entretanto, ainda prefere não estimar a perda de receita com o imposto.

A frágil situação fiscal do Estado tende a se agravar tanto pela paralisação de parte da atividade nos últimos dias quanto pelo reflexo da crise na retomada da economia do país.

Praticamente todas atividades relatam perdas, mas poucas têm contabilidade dos prejuízos. As indústrias ligadas a itens de origem animal são as que conseguem fazer levantamento mais rápido, devido à característica perecível dos seus produtos.

Suínos, aves e leite
No setor de leite, a projeção é de R$ 10 milhões por dia, devido à impossibilidade de recolher a produção no campo, processar e comercializar. No setor de aves, R$ 20 milhões todos os dias. Para os frigoríficos de suínos, R$ 14 milhões.

Supermercados
Acompanhamento da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) é de que, em termos de faturamento, ainda não há impacto devido à grande procura por alguns gêneros na semana passada. Produtos de higiene, limpeza e de mercearia ainda têm estoques de até dez dias. A preocupação é maior com lácteos, carnes e hortigranjeiros. Há também dúvida quando ao fornecimento de gás, o que pode afetar a panificação nos supermercados.




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