Agricultura

Consumo global de soja deve superar produção na safra 2018/19

Publicada em 12/05/18 as 21:52h - 14 visualizações

por TIRSUL


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Para a temporada 2018/19 as projeções de crescimento de crescimento da demanda não se limita só à soja, mas se estende por todas as oleaginosas, segundo mostram números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O esperado é de que o consumo, mais uma vez, supere a produção. 

A oferta 2018/19 de oleaginosas deverá ser ligeiramente maior, com uma perspectiva de retomada da safra de soja da Argentina após a severa quebra da temporada atual em função de uma das piores secas da história do país. Na contramão, afinal, há uma expectativa de que a nova safra dos Estados Unidos seja menor do 2017/18. 

Já entre as produções de canola e girassol, em ambos os casos, é esperado um crescimento. O mesmo se espera para a produção de palma - e óleo de palma, enquanto se projeta uma menor oferta de caroço de algodão e amendoim. 


O crescimento da demanda mundial por oleaginosas, ainda segundo o USDA, deverá ser liderado pelo aumento do esmagamento de soja na China. Ao mesmo tempo, se espera uma alta consistente na demanda global pela commodity e esse deverá ser o principal fator de redução nos estoques mundiais de soja. 

Em seu reporte mensal de oferta e demanda divulgado nesta quinta-feira (10), o USDA estimou os estoques finais de soja globais da safra 2018/19 em 86,7 milhões de toneladas, contra o número 2017/18 de 92,16 milhões de toneladas. E essa redução deverá ser observada mesmo diante de um aumento da produção mundial. 

"Apesar de uma alta esperada de 4% na produção mundial de soja, esse crescimento contínuo da demanda deve promover um 'desaparecimento' dessa aumento. A relação estoque x uso cairá ligeiramente, mas ainda assim irá se manter em um nível saudável", diz o departamento americano. 

As importações globais de soja, afinal, deverão apresentar um incremento de 5% na temporada 2018/19, lideradas pela China - com mais de 100 milhõe de toneladas, ao lado do sudeste da Ásia, o Oriente Médio e o México. 

Neste quadro, a projeção é que, no ano comercial 2018/19, o Brasil continue liderando as exportações de soja. O USDA as vendas brasileiras em 72,3 milhões de toneladas, enquanto a estimativa para as norte-americanas são de pouco mais de 62 milhões. 

O incremento do consumo mundial não só pela soja, mas pelas oleaginosas de uma forma geral, tem sido estimulado por boas margens de esmagamento e pela demanda intensa por farelos proteicos, principalmente o farelo de soja. Além disso, a demanda por óleo de soja também mostra uma considerável tendência de crescimento. 

Somente de óleo de soja, o departamento americano estima um crescimento nas exportações dos EUA de 3% na temporada 2018/19 de 3%, com o volume total podendo chegar a 11 milhões de toneladas. 

Papel do Brasil

Números de um estudo feito pelo Rabobank mostram quem, entre 2010 e 2017, as exportações brasileiras de grãos e oleaginosas apresentaram um crescimento de 145%, passando de 40 para 97 milhões de toneladas. E parte desse desempenho, ainda segundo o banco, se deu com melhoras sendo registradas na logística nacional. 

"Este enorme crescimento em um período, relativamente, curto mudou a forma como a produção é movida das áreas produtoras do interior do país para os portos e, na sequência, para os destinos exteriores. A logística brasileira passou por mudanças interessantes, incluindo uma maior utilização de hidrovias, além de um maior volume de grãos direcionado aos portos do Arco Norte", diz o reporte do Rabobank. 

No mesmo intervalo de tempo, somente estes terminais aumentaram em 15% suas exportações de soja e milho. 




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