Agricultura

Soja: Apesar das baixas em Chicago, portos do Brasil têm semana positiva com demanda, dólar e prêmio

Publicada em 04/05/18 às 22:02h - 30 visualizações

por TIRSUL


Compartilhe
   

Link da Notícia:

As notícias da falta de um acordo entre China e Estados Unidos em torno do comércio da soja dos dois países mudou o humor do mercado no pregão desta sexta-feira (4), levando as cotações na Bolsa de Chicago a encerrarem o dia perdendo mais de 16 pontos entre os principais vencimentos. 

Dessa forma, no acumulado da semana, os contratos mais importantes na CBOT acumularam perdas que ficaram entre 1,14 e 1,85%, com a perda mais expressiva sendo sentida pelo julho/18, que é o mais negociado nesse momento, e a posição fechou com US$ 10,36 por bushel. O maio/18 perdeu os US$ 10,30.

Sobre o agronegócio, o peso também continua. Após a efetivação das tarifas chinesas sobre o sorgo americano, as especulações em torno do comércio da soja entre as duas nações cresceu muito. E nem mesmo a visita da delegação dos EUA à China nestes últimos dois dias resolveu o nó. 

para o consultor de mercado Liones Severo, do SIMConsult, essa não deve ser uma notícia que o mercado receberá nos próximos dias. "Agora (um acordo) não me parece tão fácil, pelo menos no curto prazo", diz. 

No entanto, Severo explica também que a "China não pode viver sem a soja americana, até porque existe nos EUA a Bolsa de Chicago, que é muito importante até que não haja uma outra bolsa na China que possa operacionalizar os negócios internacionais. É muito provável que tenhamos, em um futuro próximo, uma bolsa internacional na China, assim como eles criaram de petróleo". 

O consultor afirma que o Brasil pode encontrar mais espaço ainda no mercado internacional e algumas vantagens em meio à essa disputa, porém, faz alguns alertas. "Com uma ruptura do sistema, muitas vantagens teríamos, mas não teríamos as referências mais concretas para basearmos nossos negócios". 

Ao mesmo tempo em que a China vem comprando menos nos Estados Unidos nestes últimos dias, os exportadores norte-americanos também se mostram mais reticentes em seguir vendendo à nação asiática com medo de sofrer prejuízos com operações de cancelamentos. 

Segundo explica John Baize, um trader agrícola internacional, ao site da CNBC, há um risco de que os vendedores dos EUA tenham sua soja já embarcada em direção aos portos chineses e as tarifações possam entrar em vigor. A medida poderia ocasionar o redirecionamento de navios e causar custos adicionais, prejudicando ainda mais as operações. 




Deixe seu comentário!

ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.







Nosso Whatsapp

 (55)9 9691 2033

Visitas: 95342
Usuários Online: 22
Copyright (c) 2018 - TIRSUL - Estamos felizes por você estar aqui, compartilhe conosco suas idéias e comentários.