Agricultura

Mercado acompanha ganhos do trigo nesta 4ª e consolida 3ª alta consecutiva na Bolsa de Chicago

Publicada em 25/04/18 as 19:26h - 11 visualizações

por TIRSUL


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As cotações futuras do milho acompanharam a forte valorização registrada nos preços do trigo e encerraram o pregão desta quarta-feira (25) em campo positivo na Bolsa de Chicago (CBOT). Pelo terceiro dia seguido, os vencimentos da commodity subiram, e terminaram a sessão com ganhos de mais de 5 pontos.

O contrato setembro/18 retomou o patamar de US$ 4,00 por bushel e encerrou o dia a US$ 4,03 por bushel. Já o maio/18 era cotado a US$ 3,86 por bushel, enquanto o julho/18 operava a US$ 3,95 por bushel. As principais posições subiram mais de 1% nesta quarta-feira.

Por sua vez, os preços do trigo subiram mais de 13 pontos nesta quarta-feira, uma valorização de mais de 2%. O maio/18 era negociado a US$ 4,86 por bushel, já o julho/18 trabalhava a US$ 4,99 por bushel. O setembro/18 operava a US$ 5,15 por bushel.

"Os fundos foram curtos", disse Karl Setzer, analista de mercado da MaxYield Cooperative em entrevista à agência Reuters internacional. "Estamos começando a ver um pequeno prêmio de risco adicionado a esse mercado".

"As condições de colheita são as piores que já vimos em mais de 20 anos", disse Greg Grow, diretor de agronegócios da Archer Financial Services.

Outro fator positivo aos preços do cereal foi a informação de que a China irá reduzir a área cultivada com o cereal no país nesta temporada. A perspectiva é que sejam semeados 333 mil hectares com o grão nesta safra, conforme reportaram as agências internacionais.

Por outro lado, as atenções dos investidores permanecem voltadas ao comportamento do clima no Brasil e os impactos para a safrinha brasileira. "A secura continuará a aumentar o estresse na safrinha de milho nas regiões sul, central e leste do cinturão", afirmou Radiant Solutions ao Agrimoney.com.

"Alguns relatórios dizem que até um terço da colheita está sob condições estressantes", disse Karl Setzer, da Cooperativa MaxYield.

Do mesmo modo, o andamento do plantio nos EUA e do comportamento do clima continuam no radar dos participantes do mercado. A semeadura do milho está completa em 5% da área esperada para essa temporada e segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de 15%, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Contudo, a perspectiva é que o clima melhore a partir de agora no Meio-Oeste americano. Com isso, a expectativa é que os produtores avancem com os trabalhos nos campos.

Mercado brasileiro

As principais posições do milho na bolsa brasileira encerraram a sessão desta quarta-feira com valorização de mais de 2%. O maio/18 voltou a se aproximar do patamar de R$ 40,00 a saca e fechou o dia a R$ 39,85 a saca. O julho/18 era negociado a R$ 38,80 a saca.

A alta é a combinação da valorização registrada em Chicago e também no câmbio. A moeda norte-americana fechou a sessão a R$ 3,4860 na venda, com ganho de 0,48%, maior nível de fechamento desde o dia 13 de junho de 2016, quando o dólar tocou o nível de R$ 3,4867.

"O câmbio foi influenciado pelo cenário externo em meio a leituras de que o aperto monetário nos Estados Unidos pode ser mais firme do que o inicialmente previsto e afetar o fluxo de capital global", reforçou a Reuters.

Apesar da forte valorização do dólar, os preços registraram ligeiras movimentações no mercado doméstico. Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço da saca futura no Porto de Paranaguá subiu 2,67% e alcançou o patamar de R$ 38,50.

Em Brasília, a alta foi de 3,13%, com a saca a R$ 33,00. Na região de Assis (SP), o ganho foi de 1,61%, com a saca a R$ 31,50.




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