Agricultura

Com influência do trigo e de olho na safra dos EUA, mercado fecha 4ª com leves altas na CBOT

Publicada em 19/04/18 às 08:35h - 40 visualizações

por TIRSUL


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O pregão desta quarta-feira (18) foi ligeiramente positivo aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Depois de testar os dois lados da tabela, as principais posições da commodity encerraram o dia com ganhos de mais de 2 pontos. O maio/18 era negociado a US$ 3,83 por bushel, já o setembro/18 finalizou o dia a US$ 3,99 por bushel.

"Os contratos futuros do milho seguiram a recuperação do trigo nesta quarta-feira, mas os ganhos foram limitados pelas perspectivas de um clima mais quente que permitirá os agricultores avançarem rapidamente com o plantio nas próximas semanas", informou a Reuters Internacional.

Por sua vez, os futuros do trigo subiram mais de 7 pontos nesta quarta-feira na CBOT impulsionados pela perspectiva de redução nas chuvas previstas nas principais áreas de produção. "A previsão para a chuva nas planícies do sul recuou um pouco", disse Dan O'Bryan, especialista em gestão de risco e corretor da Top Third Ag Marketing.

"Você começa a tirar um pouco da chuva, você tem um pouco de cobertura de posição, por parte dos fundos", completa o especialista.

Além disso, o mercado também especula se as chuvas não chegariam tarde demais, uma vez que a cultura já apresenta perdas devido ao clima mais seco.

Do mesmo modo, as atenções dos investidores permanecem voltadas ao plantio da nova safra dos EUA e no comportamento do clima no Meio-Oeste. Até o momento, cerca de 3% da área esperada para essa safra foi plantada.

"O clima está dominando o comércio hoje, já que o início lento do plantio pode indicar um aumento na produção de soja em relação ao milho ou trigo da primavera", disse Jason Roose, da US Commodities

Outro fator que está no radar dos participantes do mercado é o desenvolvimento da safrinha de milho no Brasil. Isso porque, algumas regiões do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo já enfrentam problemas com a estiagem. Inclusive no estado paranaense, algumas regiões já apresentam perdas.

"Mas, definitivamente, o apoio aos valores do milho é de um mercado firme dos EUA, com os agricultores americanos segurando as vendas e provavelmente não irão vender nenhum milho até ter confiança em entrar nos campos", reportou o Agrimoney.com.

Mercado brasileiro

Enquanto isso, no mercado doméstico, a quarta-feira foi de ligeiras movimentações aos preços do milho. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Sorriso (MT), o preço subiu 7,14% e a saca encerrou o dia a R$ 15,00.

Na região de Castro (PR), o ganho foi de 2,56%, com a saca a R$ 40,00. Já em Panambi (RS), a saca do milho fechou o dia a R$ 35,04, com ganho de 1,57%. Em contrapartida, em Ponta Grossa (PR), a saca caiu 5,00% e encerrou o dia a R$ 38,00. Em Luis Eduardo Magalhães (BA), a perda foi de 3,13%, com a saca a R$ 31,00.

Ainda segundo os analistas, as negociações caminham lentamente no mercado doméstico. Nesta terça-feira, a Céleres Consultoria, informou que "A menor oferta de verão ainda dá suporte aos preços. Entretanto, as altas perderam fôlego em função do andamento da colheita da primeira safra e da melhora da perspectiva produtiva da segunda safra."

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,3801 na venda, com queda de 0,82%. "O câmbio manteve o movimento de correção e fechou esta quarta-feira em queda, pelo terceiro pregão seguido e no patamar de 3,38 reais, mas sem tirar o olho no cenário político local", reportou a Reuters.




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